segunda-feira, maio 28, 2007
domingo, maio 27, 2007
sábado, maio 26, 2007
sexta-feira, maio 25, 2007
shared bathroom
udaipur, talvez a cidade mais bonita do rajastão, na índia. casas encavalitadas, ruas íngremes e labirínticas, que a qualquer momento deixam escapar uma nesga com vista para o lago pichola, o espaço que domina a cidade. de qualquer lado da cidade consegue-se ver o lago, porque o último hotel a ser construído é mais alto uns metros do que o penúltimo, desenhando uma arquitectura de traço anarquista.
quarta-feira, maio 23, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
domingo, maio 20, 2007
cidade maravilhosa
rio: sete milhões de habitantes, distribuídos entre gente boa e má, sem se saber qual das espécies fica por cima. numa avenida é frequente um automobilista ouvir "e aí doutor, quer a bala no peito ou na cabeça". a bala ficou no revólver, o dinheiro no bolso do bandido. cidade de contrastes, entre a praia e a floresta, entre o fio dental e o fio da navalha. aqui vê-se a lagoa rodrigues de freitas, numa perspectiva desde o corcovado, um ícone que respeita o nome. no rio é possível ser bom e mau, é possível ser bonito e feio, é possível ser-se qualquer coisa desde que se seja alegre.
quinta-feira, maio 17, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
sábado, maio 12, 2007
índia
para viajar de comboio na índia convém estar preparado para tudo. antes de mais é necessário marcar a viagem com uma antecedência, no mínimo, de um dia. e pode nao chegar para fazê-la nas melhores condições. em agra, querendo ir para varanasi, dirigimo-nos a uma estação e pedimos bilhetes para a primeira classe. esgotados. segunda classe? nao há. entretanto a multidão continuava a passar-nos à frente na fila, como se ninguém estivesse lá. terceira classe? são dois. a viagem tinha a duração de 12 horas e acabou por demorar 16. o pior foi quando vimos o que era a terceira classe: cada compartimento tinha dois pares de três beliches em altura, sujos, oleosos e com ar fétido, e ao lado do nosso já estavam famílias perfeitamente acomodadas, sem sapatos e atentas a qualquer curiosidade estrangeira. por cima das cabeças estavam duas ventoinhas gigantes que nem assim conseguiam afastar o calor. houve quem adormecesse, já despreocupada pelas deficientes condições, e houve quem escrevesse e visse as fotografias do dia na máquina fotográfica. mostrei-as aos companheiros de compartimento e a diversão e confiança instalaram-se. ofereceram-me comida, amizade, fizeram-me muitas perguntas e levaram-me a máquina para mostrar o taj mahal à mulher. por aquela altura, numas carrugens à frente, devia estar-se bem na primeira classe, puxando o lençol até ao pescoço para nos aquecermos do ar condicionado, numa cabine privada, e com pequeno-almoço pela manhã. entretanto adormeci, mesmo com o calor de 35 graus e uma humidade de 80 por cento, e estes três personagens saíram numa cidade qualquer...




